16. 12.
Não gosto muito de aproveitar o hype dos outros para fazer notícia, ainda mais que eu nunca escrevi no meu próprio blog, que divido com o Rodrigo, mas se eu não escrever alguma coisa todo mundo vai ficar me torrando a paciência. Como tenho que voltar logo ao trabalho, melhor escrever alguma coisa agora.
À essa altura do campeonato, os fãs de Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo já sabem que há a possibilidade do Los Hermanos lançarem mais um álbum de estúdio no início do ano que vem. Se é a volta do grupo, eu tenho as minhas dúvidas. Mas, para os fãs que se sentiram órfãos quando a banda anunciou seu fim em abril de 2007, mais um álbum não é nada mal.
A declaração aconteceu de forma nonchalant, no bar do El Corazón, uma das casas de shows mais antigas de Seattle. Pois é, eu também estava no show do Little Joy. Não peguei a conversa desde o início, porque estava assistindo ao Red Cortez, banda bem legal de Los Angeles, vizinha de Fabrizio Moretti e Devendra Banhart.
Até onde eu sei, e o post do Thiago explica como a conversa começou, Amarante começou a responder às perguntas dos quatro fãs brasileiros. Eu cheguei no bar uns minutos mais tarde. As perguntas foram das mais variadas, desde como ele conseguiu visto para viver nos Estados Unidos por quase um ano; a comida norte-americana; guitarras e pedais; e a tour do Little Joy. Conversa vai, conversa vem, e a inevitável pergunta sobre o Los Hermanos aparece. Vocês já sabem a resposta. Amarante volta para o Brasil no começo do ano que vem para uma tour do Little Joy. Vai se encontrar com Camelo e blá blá blá.
Pronto. Está aí. Nada de novo, só mais do mesmo. Ainda quero postar uma resenha do show do Little Joy, que por sinal é uma banda bem legal que merece toda a boa crítica da imprensa local, mas tenho que voltar a trabalhar.
23. 10.
Eu costumo dizer q existem dois tipos de shows fodas: o primeiro é aquele q vc sai mais fã do q já era, e por pelo menos uma semana ouve o álbum no caminho do trabalho. O segundo é aquele q de tão maravilhoso vc simplesmente não consegue nem ouvir o álbum, afinal, ele não chega aos pés da versão ao vivo.
É claro q poucos shows conseguem cair no segundo quesito, na verdade pra mim só o Franz Ferdinand no Circo Voador conseguiu atingir tal feito. De qq jeito essa introdução toda é pra falar q o show do Black Kids passou muito bem da média e entrou claramente na primeira opção, ou seja, não foi antológico, mas foi foda!
A primeira banda de abertura foi o Man Plus, q apesar de interessante no primeiro momento se tornou esquecível uns minutos depois. Já a segunda foi a surpresa da noite: The Virgins. Provavelmente alguns já conhecem (tem até remix dos The Twelves), mas eu não fazia ideia de quem era. De primeira pensei q seriam meninos q foram tocar juntos para resolver a abstinência sexual, bem… ao entrarem no palco eu confirmei minha impressão. Mas não se deixe enganar, os caras são bons, o som é bem dançante e diverte pacas. Quem fez a melhor definição foi o vocalista do Black Kids: “On the spot, they are tight, really tight.”
Black Kids no palco e a primeira coisa a constatar é q os caras tem carisma. As duas mulheres nos teclados dançando num estilinho tímido-minimalista, enquanto isso o vocalista joga a guitarra pra tudo q é lado e a cada virada de bateria dá uma girada. Quanto às músicas e à duração não se tem muita escolha, show curto com sua uma horinha, mas maravilhoso, até pq quem já ouviu sabe q não só o álbum do Black Kids é um dos melhores de 2008 como eles estão pra emplacar uma das músicas do ano.
O set list em si eu não anotei, mas na meiuca teve cover do Magnetic Fields (Strange Powers), fecharam a primeira parte com I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How to Dance With You, voltaram pro bis avisando q a platéia teria q aturar um lado B (You Only Call Me When You’re Crying) e fecharam a noite de sexta com Hurricane Jane, deixando claro q todo mundo iria pra casa muito satisfeito mesmo q sem a menina dos seus sonhos.
20. 09.
Sejamos sinceros, o segundo álbum do CSS é bem fraquinho e eu provavelmente só fui ao show porque comprei o ingresso antes de ouvir o cd. Todo aquele ar desleixado q existia no primeiro foi por agua abaixo e eles viraram (como muita gente anda dizendo): uma bandinha indie como outra qualquer.
Deu pra entender q eu nao estava esperando absolutamente nada desse show? O fato é q chegando lá eu tive a impressao q era o único nessa situação. Show lotado, gente na porta em busca de ingresso, várias pessoas uniformizadas no estilo calça leg e óculos escuros de lente maior q a cara (esse estilo tem nome?), pessoas frenéticas cantando e dançando Alala no meio da rua, aperto na frente do palco e por aí vai.
Mas beleza, na minha cabeça de duas uma: ou eu quebro a cara ou eles quebram a cara. E com toda a vontade daquele q quer ver um bom show, eu torci bastante pela primeira opção.
Acabei dando razao pra plateia logo na segunda música. Quando meteram Paris Hilton eu percebi q um palco com um logo a base de papel de aluminio, 20 baloes feios de doer e um Bob Esponja inflavel não pode ser levado a sério. A partir daquele momento o show foi outro, e a casa foi abaixo pela primeira vez com Off the Hook.
Left Behind é boa e gruda na cabeça, mas foi com Move q aquilo ali virou uma pista de dança e qd emendaram com Music Is My Hot Hot Sex a casa veio abaixo mais uma vez. Showzinho curto, lá pelos 40 a banda saiu fora, voltaram pra logo em seguida fechar com Let’s make love, disparado a melhor música do show.
O resultado final é q o segundo álbum tem umas duas músicas q se salvam e só, mas a banda ainda é a mesma, se garante muito bem no palco e graças a Deus… não se leva nada a sério.
10. 09.

A Ana me disse q anotou o set list, entao Ana ó… toma tenência, deixa de preguiça e coloca o set list!
Pra não dizer q eu quero tudo de mão beijada eu passo o vídeo do show devidamente editado, pedindo atenção para a meiuca do video, mas podem ficar tranqulos, ninguém empurrou o Thom Yorke.
Sobre o show eu deixo pra Ana falar (to pedindo muito?). Eu sou muito tiete-baba-ovo do Radiohead pra escrever alguma resenha decente. Só consigo dizer q o show foi fenomenal e q os caras sao fora de série. Não à toa logo logo um poster da turne estará pendurado na minha parede (tks Jason)
9. 06.
Pra começar o vídeo do R.E.M.
Emendando no espetáculo do Flaming Lips
Seguido da única parte decente do The Cure
Mantendo a linha deprê com o Death Cab For Cutie
Ressurgindo com o Modest Mouse
Fechando com uma misturada formada por uma introdução do The Hives, a porrada sem lógica do Mars Volta, a zona da M.I.A., a tranquilidade do Destroyer, o axé do Michael Franti e o New Pornographers dando por encerrado a salada.
5. 06.
4. 06.
21. 05.
A ruivinha de sotaque britânico e franjinha francesa entrou no palco, sentou no tecladinho e com o refrão de Pumpkin Soup (I just want your kiss boy) deixou claro q aquilo não era propriamente um show de rock, e sim a leitura de um diário. Finalmente, na quinta música auto-biográfica caiu a ficha.
A juventude simplesmente não liga a minima pra privacidade. Enquanto alguns apenas colocam fotos no Flickr ou publicam vídeos toscos no YouTube, outros conseguem contar sua vida de uma forma mais “artística”. Kate Nash e Lily Allen sao referencias claras de diários musicais que as pessoas pagam pra assistir. É o personagem principal montando sua própria revista de fofoca. Se o Roberto Carlos tivesse 40 anos a menos sua biografia proibida seria escrita por ele mesmo em tempo real num blogger/myspace qualquer da web.
Falemos um pouco do show e deixemos o estudo sobre a juventude pra outro post. Ela é super fofa, tem uma voz legal, interpreta cheia de caras e bocas e quando senta no teclado se garante bem, dando bastante peso a versão do álbum, já no violão a coisa desanda um pouco e ela só se segura porque é chamosa pra dedéu. No final das contas eu confesso que não me senti a vontade, ouvir a menina reclamando do seu casinho que não deu certo é bonitinho mas enjoa rápido. E vendo um show lotado de menininhas cantando “Stop being a dickhead” só serviu pra me certificar q eu realmente não estava no lugar certo.
29. 04.
23. 04.
Se no som de casa a voz grave e rouca já passa a impressão que Chan Marshall (CatPower) sofre pacas a cada estrofe, no palco seu suicídio dá toda a pinta de ser iminente. A voz desce rasgando os ouvidos e a cada música aumenta a certeza q essa mulher passou por mil perrengues antes de chegar onde chegou. Dei uma procurada na principal fonte dos nao-jornalistas e não achei nada. Ainda tô encucado, portanto quem souber me avise.
ps: sim, ela tá cantando satisfaction











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