Como prometido e prorrogado, taí pra vocês o resumão Sasquatch! Como é resumo vou atacar do básico mesmo, duas frases aqui e ali pra cada banda e uns videos perdidos pra ilustrar o post, tudo na sua devida ordem cronológica.
Sábado (best day):
Throw me Away the Statue – bandinha de Seattle q me pareceu interessante… vale uma investigada
Beirut – Sempre achei os caras meio estranhos e nao foi dessa vez q me convenceu, de qq jeito o cover do Caetano valeu o show
Ozomatli – Os chicanos de LA entraram e colocaram todo mundo pra dançar espantando a preguiça e iniciando de uma vez por todas o festival.
Destroyer - Passagem a jato mal deu pra bater o pézinho, menos mal q Dan Bejar deu uma passadinha consideravel no…
The New Pornographers – Andava meio de saco cheio dos caras, mal escutei o disco novo, mas até q pra um showzinho as 5:30 foi bem bom
M.I.A. – Impressionante o sucesso dessa mulher, talvez seja a mistureba de referência acompanhadas de com um tum tsss tum pesado, só sei q a pista (e o palco) ficaram lotados. Só nao entendo o q é aquele paquito de boné vermelho no palco… mas blz, ela ficou tinha crédito.
Modest Mouse – Bom pacas! Colocaram ordem e andamento na casa limpando a zona do show anterior e fizeram sem dúvida um dos melhores shows do festival. Vergonhoso foi essa juventude ir embora sem se tocar q o próximo show era a maravilha do…
R.E.M. – Melhor show do festival, mesmo debaixo de chuva, nem se discute. Os caras são tão bons q parece fácil. Michael Stipe domina o público como poucos, canta absurdamente bem, a banda ao vivo é fora de série e eu saí de lá mais fã do q já era.
Domingo (worst day):
65 Days Of Static – Fraco, mas tem gente q gosta
Cold War Kids – Tem lá sua graça mas falta muito pra virar alguma coisa de verdade
White Rabbits – Em uma música já deixou o Cold War Kids pra trás, dei mole… deveria ter visto esse desde o início.
Rogue Wave – Melooooooooooooooooooooooso
Presidents of the USA – Deveriam ter se aposentado na década passada
Michael Franti & Spearhead – Começou bem e tudo, mas depois baixou uma Ivete Sangalo no cara q era um tal de “Tira o pé do chão” e “levanta a mãozinha” q deu no saco.
Death Cab for Cutie – Se todas as bandinhas melancólicas fossem como essa meu ouvido estaria muito melhor. Discursos deprimidos aqui e ali, mas a boa música e segura a onda fácil fácil.
The Cure – A decepcao do festival! Pra começar a voz tá longe de ser a mesma, 3 horas de show praticamente sem dizer bom dia pro público tb é uma falta de consideração e pra piorar a banda conseguiu estragar tudo q é música, acho q “Lullaby” foi a exceção da regra.
Monday (one day show)
Whalebones - A banda de Seattle é boa pacas, mas com o baterista quebrando o dedo em cima da hora ficou complicado e o show foi cancelado.
Hives – Sem o vocalista a banda não é ninguém, mas o melhor é q ele sabe disso.
The Little Ones – Genérico
The Cave Singers – Os caras mandam bem no folk, mas é mais jogo ouvir num ambiente fechado e escuro
Rodrigo Y Gabriela – Os caras tocam bem, mas a pista lotada é mais pelos malabarismos com o violão do q pela música
Flight Of The Concords – Engraçados pacas, ri pra caceta, agora me pergunto o q eles faziam no Main Stage já q existia um palco reservado para comediantes?
Mars Volta – Vocalista drogado joga prato na platéia e vai preso. Nao, ele nao foi preso, mas merecia… ele e toda a banda.
Flaming Lips – Foda! Um senhor espetáculo dando fim em grande estilo ao festival. Não só cumpriram a festa já esperada como ainda tocaram The Song Remains the Same do Led Zepellin acompanhado de várias mulhers peladas!
Fiquei com preguiça dos vídeos… atualizo esse treco mais tarde.
A ruivinha de sotaque britânico e franjinha francesa entrou no palco, sentou no tecladinho e com o refrão de Pumpkin Soup (I just want your kiss boy) deixou claro q aquilo não era propriamente um show de rock, e sim a leitura de um diário. Finalmente, na quinta música auto-biográfica caiu a ficha.
A juventude simplesmente não liga a minima pra privacidade. Enquanto alguns apenas colocam fotos no Flickr ou publicam vídeos toscos no YouTube, outros conseguem contar sua vida de uma forma mais “artística”. Kate Nash e Lily Allen sao referencias claras de diários musicais que as pessoas pagam pra assistir. É o personagem principal montando sua própria revista de fofoca. Se o Roberto Carlos tivesse 40 anos a menos sua biografia proibida seria escrita por ele mesmo em tempo real num blogger/myspace qualquer da web.
Falemos um pouco do show e deixemos o estudo sobre a juventude pra outro post. Ela é super fofa, tem uma voz legal, interpreta cheia de caras e bocas e quando senta no teclado se garante bem, dando bastante peso a versão do álbum, já no violão a coisa desanda um pouco e ela só se segura porque é chamosa pra dedéu. No final das contas eu confesso que não me senti a vontade, ouvir a menina reclamando do seu casinho que não deu certo é bonitinho mas enjoa rápido. E vendo um show lotado de menininhas cantando “Stop being a dickhead” só serviu pra me certificar q eu realmente não estava no lugar certo.
Semana passada show excelente do Raconteurs rodando por aqui, só q dessa vez texto e foto foram pro .::musicness::., quem quiser vai pra lá cricando aqüi.
Mas você é daqueles q odeia esse bando de banda estranha… liga nao, prometo dia desses sair dessa mesmice rock ‘n roll.
Já faz um tempinho q rolou o show da Cat Power, só q sabe-se lá pq eu tô enrolando enrolando enrolando pra sentar e escrever alguma coisa. Se o show tivesse sido uma porcaria seria até razoável, só q tá muito longe de ser o caso. Antes do show me diziam q a performance dela no palco era assustadora e q todas as músicas saiam com uma cara diferente em relação ao álbum, e nos primeiros minutos de show deu pra perceber q essa é a mais pura realidade.
Se no som de casa a voz grave e rouca já passa a impressão que Chan Marshall (CatPower) sofre pacas a cada estrofe, no palco seu suicídio dá toda a pinta de ser iminente. A voz desce rasgando os ouvidos e a cada música aumenta a certeza q essa mulher passou por mil perrengues antes de chegar onde chegou. Dei uma procurada na principal fonte dos nao-jornalistas e não achei nada. Ainda tô encucado, portanto quem souber me avise.
Trocadilhos a parte a verdade é que eu não entendo nada de nada surf. Conhecia umas 3 músicas e tal e fui porque sabe como q é né… showzinho perdido no meio de uma quinta-feira, ali pertinho de casa, nada muito caro, gente conhecida indo, enfim, fui no escuro esperando um bom show daqueles de balançar a cabeça pra um lado e pro outro e bater o pé acompanhando a bateria.
Cheguei meio atrasado pegando o final da banda Seawolf, e não é q me parecia bem direitinha. Depois entrou o Nada Surf e fizeram um belo show, simpáticos e participativos ajudavam até na coreografia da plateia. No fim agradeceu a todo mundo e disse q estaria vendendo seus cds e camisetas na porta. E assim, uns 5 minutos depois do show o vocalista tava lá distribuindo autógrafo, posando pra foto e vendendo um cd atrás do outro. Só fiquei com pena do vocalista do Seawolf, sentado num canto ao lado vendo tudo acontecer e provavelmente pensando q queria ser igual ao Nada Surf quando crescer. Liga não Seawolf, ouvi umas três músicas, mas acho q vcs estão no caminho certo.
Pra nao perder o costume, segue o vídeo do nada surf
Esse blog andou meio fora do ar, o motivo? o melhor de todos. Mas esse post nao é pra pedir desculpa ou explicar a razão, e sim pra desempilhar a pilha dos shows q ficaram pelo caminho. É, tem gente q quando eu falo de show, de música, de banda estranha (pra quem nao sabe) torce o nariz, vira a página, cancela o RSS ou passa adiante. Se vc é um desses… pare por aqui.
Editors
Esse faz tempo, acho q mais de um mês, reabrindo o calendários de shows por Seattle. Vou te falar q nao levava muita fé nos caras, e considerava um Interpol wanna be, q nao deixa de ser um Joy Division wanna be (referencias ao Lúcio). Agora, em matéria de show, os caras mandam consideravelmente melhor q o Interpol, tem muito mais carisma e presença de palco q os nova iorquinos burocráticos. Enfim, show bom pacas e só nao tem um filminho maior pq fiz o favor de deixar o cartao de memoria em casa, ou seja, tive q me contentar com a memória interna da camera.
Gogol Bordello
Entendo perfeitamente a magreza do vocalista, o show é tão frenético q no minimo uns 5 quilos sao perdidos por noite. Aquele bando de doido cigano simplesmente nao para, umas duas horas de show de tirar o fôlego. O bis segue a mesma linha tomando conta de praticamente meio show. Se sao bons? é banda pra show, ouvir em casa perde muito do apelo, agora, é tanto pula pula q me pergunto como seriam se tivessem nascido na Bahia
Diplo + Justice
Queria agradecer ao myspace por me dar de bandeja um show do Diplo com o Justice. Ok, nao chegou a ser melhor q o show do Justice ano passado (melhor de 2007), mas foi bom pacas. Vamos combinar q a duplinha francesa faz um estrago e reconstruindo todas as músicas coloca todo mundo pra dançar. Aquela cruz, os amplificadores Marshall e o jogo de luz dá um tom tão apoteótico q a única coisa q me lembra é o espetáculo do Daft Punk.
Ele era muito mais do que o melhor junk food da cidade.
Ele era muito mais do que um pub de banheiros sujos, sofás vermelhos perto da minha casa
Ele era muito mais do que uma modesta casinha de show para 350 pessoas
Ele tinha história. Se existe algum lugar q personificava a música, esse canto era o Croc. Abriu nos meiados de 91, meses depois do estouro de “Smell Like Teen Spirit”, e em pouco tempo virou referência. Sabe aquele lugar q as bandas ligam querendo tocar? Esse era o Croc. É interminável o número de gente q se apresentou por lá: Beck, Strokes, Modest Mouse, Death Cab for Cutie, R.E.M., etc.
Momentos históricos ficaram marcados naquele pequeno palco, como uma aparição surpresa do Pearl Jam no meio de um show do Cheap Trick, ou um show dos Beastie Boys com ingressos esgotados em menos de 10 segundos (e eu perdi).
Sem dúvida o momento mais marcante foi em 4 de outubro de 1992, nesse dia por apenas $3 dólares o públic pode assistir Midhoney e uma tal de Pen Cap Chew. E o q tem de histórico nisso? O fato de Pen Cap Chew ser um nome fake inventado pela maior banda de Seattle dos últimos tempos… Nirvana
Segue um vídeo daquela apresentação
Triste fim do Croc e uma lástima pro bairro de Belltown, cada vez mais um bairro de camisas Armani e sem um pingo de all-stars pela rua.
In Raibows – Radiohead: Não bastando terem sacudido e esmerilhado a indústria, o álbum é um absurdo. Como de costume ouvir uma só vez nao basta, e ouvir o álbum inteiro ao invés de faixas perdidas mostra q a vida nao é feita só de singles.
Mençoes honrosas:
- The Good, The Bad & The Queen do próprio: tem jeito nao… Damon Albarn é gênio
- Neon Bible do Arcade Fire: o album só perde o peso pq o show é fora de série.
- Sky Blue Sky do Wilco: acho q nenhum consegueme me dar tanta paz de espírito, ok, talvez o Radiohead
- Sound of Silver do Lcd Soundystem: “Sound of silver talk to me, makes you want to feel like a teenager”
All My Friends do Lcd Soundsystem: talvez pela batida crescente, talvez pela letra q dói pacas no meu caso, mas muito provavelmente pelo conteúdo da obra mesmo.
e nem vou me dar ao trabalho de colocar as secundárias, pq nenhuma bateu tanto quanto essa.