6. 08.

Cada país com seus problemas, enquanto o Brasil sofre com o colapso aéreo, os Estados Unidos enfrentam o descaso com a manutenção de suas pontes. Várias reportagens procuram deixar claro q há sérios problemas nessa área, e q talvez a ponte em Minesota tenha sido apenas a primeira a cair.

Aqui em Seattle a população começou a demonstrar uma grande preocupação com o assunto. Pra quem não sabe, Seattle é cercada de pontes por todo o lado, de cabeça eu listo seis(SR-520, I-90, Fremont Bridge, Aurora Bridge, West Seattle Bridge, First Ave Bridge), ou seja, junta as pontes com a paranóia americana e sente só no q dá.

Como aqui é uma grande cidade do interior, tudo acontece na pracinha com a barraquinha de hot-dog. Pois então, ontem na pracinha rolou o primeiro protesto em busca de melhores condições nas pontes. No protesto se viu de tudo: democratas pedindo a volta dos soldados para a recuperação das pontes, hippongas oferecendo travessias a canoa em troca de um abraço, e mega corporações como Starbucks e Macys oferecendo desconto para consumidores a menos uma ponte de distância.

Os políticos acostumados a utilizar helicópteros enviaram apenas uma carta à população dizendo: “Estamos cientes do problema e trabalhando em busca de uma solução q atenda os interesses de todos”. Interessante é notar q a mesma carta foi enviada durante um protesto pedindo q o chafariz da pracinha fosse desligado após as 22 horas, o motivo seria o aumento de idas noturnas ao banheiro dos moradores próximos ao monumento.

Não pode-se negar q o transito (sempre caótico) melhorou consideravelmente, e dizem por aí q os jet skis voltaram à moda e estão sendo classificados como o novo meio de transporte de geeks descolados, ultrapassando até os até então insubstituíveis segways.

Claro q isso tudo é paranóia de americano e, eles só estão se mostrando preocupados porque ainda faltam dois meses para a nova temporada do American Idol.


1. 08.

Eu como bom leonino nunca acreditei em astrologia, afinal, não faz o menor sentido achar q minha vida é fruto de um posicionamento de planetas enquanto tenho a certeza q foram as constelações q se posicionaram daquela forma por minha causa. Semana de aniversário e mais uma vez fica comprovado q a Terra pode ser redonda, mas ela gira num eixo determinado por mim.

O lançamento do meu projeto estava marcado para o fim de junho, resolveram dar uma adiada em um mês e pegar o final de julho, por que? Ora, assim após o projeto meus gerentes teriam uma desculpa perfeita para me liberarem na semana do meu aniversário. Enquanto inventavam desculpas aos outros dizendo q mereciam uma folga por terem feito um bom trabalho, me diziam q foi a única solução, pois eu tive o azar de ver meu aniversário cair numa quarta-feira (às vezes acontece). Atinjo assim a marca de 29 anos consecutivos declarando meu aniversario como um feriado pessoal.

Com a semana ganha resolvi fazer uma festa de aniversário no sábado anterior, algo como uma boa ação para liberar aqueles amigos q quisessem viajar (não posso estar com todos ao mesmo tempo e eles entendem). Claro q a cidade de Seattle não poderia deixar a data escapar e anuncinou a Torchlight Parade para o mesmo dia e horário da festa, passando na frente do salão de festa. 300 mil pessoas compareceram à parada enquanto somente poucos felizardos tiveram acesso a minha festa vip.

O Daft Punk q ano passado tentou me ver no Rio mas chegou com um mês de atraso, dessa vez se viu numa situação complicada. Teve q agendar seu primeiro show em Seattle para um domingo em vez de um sábado a fim de não conciliar o espetáculo com minha festa. Compareci ao evento organizado por eles e com mais sete mil pessoas comemorei meu nascimento.

Nem só a música fez seu papel, Hollywood também marcou presença estreiando Os Simpsons nesta semana sagrada, com medo de errar atiraram em outra área também estreiando o novo filme do Danny Boyle. Essa semana eu assisto um deles e os deixo mais contentes.

Na área jornalística o jornal Valor Econômico estampava uma reportagem em minha homenagem falando sobre os brasileiros na Microsoft. Eu pedi para não citarem meu nome e darem espaço aos outros, eles entenderam, mas nao resistiram e colocaram uma foto.

Ainda não sei o q farei durante o resto da semana, hoje sairei pra beber com os amigos mais chegados e amanhã talvez fique em casa um pouco cansado de tanto assédio.
É dura a vida de um leonino.

PS: uma pena q J.K. Rowling errou por uma semana a data do lançamento de seu livro, mas tudo bem, eu nem sou tão fã do bruxinho assim.


22. 07.

- There’s no way for you to go to the Death Tower, you don’t have your broom, there’re no roads, and to cross the sea you’re gonna need a bigger boat. – said Ron to Hermione
- Roads? Where we’re going we don’t need roads.
- What do you mean?
- Elementary, my dear Ron. Don’t you know that if you build it, he will come. I built this whistle and with it Forrest the Bird will take me there.
- No! You can’t go!
- Look, Ron, I can see you’re really upset about this, but I’m going to make him an offer he can’t refuse.
Hermione whistle and Forrest appear in less than two minutes
- Please don’t go!
- Don’t you worry, I’ll be back.
- So do you want a go to some place like Bolivia?- said Forrest The Bird
- No, I need to go to the Death Tower, so run, Forrest, run! Harry needs my help
- Kid, the next time I say, “Let’s go someplace like Bolivia,” let’s go someplace like Bolivia. That tower is The horror… the horror.
As soon as Hermione arrives in the Death Tower she meets Harry
- Harry… my precious!!
- Hermione, what are you doing here?
- We all go a little mad sometimes.
- Hermione, we have a problem
- What is the problem? I want the truth!
- You can’t handle the truth!
- Harry, let’s go to Kansas! There’s no place like home.
- I can’t go, I need to confront him, but don’t forget… we’ll always have Paris
- Harry, Harry… Harry, if you go, where shall I go? What shall I do?
- Frankly, my dear, I don’t give a damn.
Harry Potter goes through the door and finally meets Voldemort for what shall be their last battle.
- Potter, Harry Potter.
- You talkin’ to me?
- Have you ever danced with the Devil in the pale moonlight?
- Are you gonna bark all day, little doggie, or are you gonna bite?
- You’ve got to ask yourself one question: ‘Do I feel lucky?’ Well, do ya, punk?
- Go ahead, make my day.
- Yippie-ki-yay, motherfucker!
Voldemort fly in Harry’s direction, but he dodges with a magic move.
- Get your stinking paws off me, you damned dirty ape!
- Dumbledore never told you what happened to your father.
- He told me enough! It was you who killed him.
- No. I am your father.
- No. No. That’s not true! That’s impossible!
- Search your feelings. You know it to be true.
- Noooooooooooooooooo
- Forget it, Harry. It’s Chinatown.


18. 05.

Adam já tava na fila pro segundo mocca quando Jorge chegou com seu laptop debaixo do braço, se ajeitou na mesa, abriu o bicho e enquanto rolava o boot pediu pra Adam fazer o serviço de garçom trazendo um café com canela.

- Andei aqui pensando e cheguei a conclusão q a internet realmente é uma arma poderosa q a gente não faz uso como deveria. Pensa só a quantidade de gente q tá online disposta a conhecer gente. Da só uma olhada em volta, de cada 10 mesas pelo menos 7 tem um laptop.
Ricardo meio q sem paciência desse papo cibernético só avisou q é bem mais fácil chamar pra conversar qualquer uma das 7 mesas, do q achá-las na internet.
- Isso é óbvio, mas a questão é pq se restringir a esse café se temos o mundo a disposição? A gente aqui travado no café reclamando q nao conhece ninguém e a resposta tá na nossa cara. Vou criar profile em tudo q é site, dar uma ajeitada nas fotos do Orkut, endireitar meu MySpace, me descrever no Match.com, criar um avatar no Second Life, publicar umas fotos no Flickr, fazer uma senhora seleção musical no Last.fm, me anunciar no eBay e o q mais aparecer pela frente.

Ricardo vendo q Jorge pelo menos se sentia feliz por se achar o mais inteligente da mesa deixou o cara em paz. Adam voltou à mesa, e lá ficaram até o fim do café, o papo q já não tava evoluindo se tornou mais complicado quando um deles se relacionava mais com o computador do q com o mundo à sua volta.

Ao fim do café Adam e Ricardo levantaram e foram embora. Minutos depois, duas lindas morenas de olhos azuis passaram pela mesa e perguntaram se as cadeiras estavam vagas. Jorge disse q estavam e q podiam pegar, tudo isso sem tirar os olhos de seu mais novo elfo no World of Warcraft.


14. 05.

No primeiro amistoso ficou claro q teríamos obstáculos pelo caminho. Na estréia do campeonato percebemos q se decepção fosse um problema o melhor seria abandonar o time. Como somos perseverantes e não possuímos a menor auto-estima (como todo nerd q se preze) ignoramos o fato de estarmos tomando uma goleada atrás da outra e procuramos enxergar um saldo positivo, por mais q nosso saldo de gols já tivesse dois digitos negativos.

Procurando algo para se apoiar foi fácil perceber q ao longo das partidas o time estava melhorando. Por mais q a derrota nos acompanhasse em todos os momentos, o número de gols sofridos diminuía com o tempo, ou seja, ainda havia uma esperança. Através de projeções aritméticas, estudos de caso, previsões metereológicas, numerologia e um pouco de dinâmica de grupo, chegamos a conclusão q nosso primeiro empate aconteceria após o último jogo da liga. Percebendo q o tempo era mais um adversário a ser batido resolvemos, tomar uma posição ofensiva, adotamos o 2-3-5 e partimos para o tudo ou nada.

Com práticas dignas do falecido Caixa D’Agua rasgamos o regulamento e convocamos jogadores impedidos de jogar por processos contratuais, ou seja, não trabalhavam na Microsoft. Começamos a explorar um lado mais malandro e desrespeitoso de jogo e, ao longo das partidas foi fácil enumerar a quantidade de faltas cavadas, reclamações ao juiz, carrinhos desleais e cusparadas na cara q nosso querido time despejou. Pelada’s Heroes é hoje com muito orgulho considerado o time mais desleal e catimbento de todas as ligas da Microsoft. Por fim, o mais dificil foi liberar nosso hermano argentino para chamar seus amigos, mas tudo bem, ao lhe darmos a notícia seus olhos brilharam com tanta intensidade q por algum momento tivemos a impressão q ali dentro existia uma boa pessoa, por sorte esse momento foi breve o suficiente e não deixou saudades.

No último sábado finalmente conseguimos atingir nosso objetivo. Entramos em campo com um time globalizado. Brasileiros, argentinos, japoneses, americanos e um afegão mostraram q no esporte há sim um ambiente de paz e solidariedade. Nosso adversário formado basicamente por atletas geriátricos se mostrou no início bastante resistente ao nosso poder ofensivo, mas através do uso de bolas reservas conseguimos acelerar o ritmo de jogo e em 20 miinutos conseguimos tirar três de campo por motivos diversos (estiramento muscular, pressão alta e ataque cardíaco). Com um lançamento excepcional de nosso Iranildo, um passe de joelho direito do nosso Obina e um chute cruzado de Nakata abrimos a porteira. Minutos depois em um impedimento escandaloso, Robert Duvall empatou o jogo. Vendo q a vitória poderia escapar por nossos dedos apelamos para investidas ousadas, diminuímos a catimba e subimos ao ataque, em minutos nosso querido afegão meteu um gol de cabeça após uma cobrança de escanteio magnífica de Iranildo.

Com o fim do primeiro tempo e a possibilidade de uma recuperação física do adversário, nosso hermano lhes ofereceu uma águinha milagrosa. No segundo tempo, enquanto o adversário se mostrava sonolento e sem ação, Pelada’s Heroes era só pressão. Não demorou muito para Afegão e Obina marcarem outros dois gols, o segundo com uma ajuda considerável de uma crise de incontingência urinária do goleiro Ben Kingsley.

Há cinco minutos do final do jogo o time geriátrico ainda marcou um segundo gol, mas a partida já estava decidida e, quando o árbitro apitou o final do jogo enchemos o peito de alegria e saímos de campo com um só grito: “O Chego Já… Pode Esperar… A Sua Hora Vai Chegar”. Aos q não sabem (todos vcs), Chego Já é o maior rival do Pelada’s Heroes desde a criação do tempo e da matéria, um time formado unicamente por brasileiros vascaínos q preferiram se afastar de seu país de origem por não suportar mais o nome vice sobre suas costas. Enfim, um clássico… aguardem.


11. 05.

Sentados nas poltronas de um café perto de casa, 3 amigos vislumbram no meio daquele asfasto cinza, calçada cinza, e céu cinza de Seattle uma mulher com seus aparentes 30 anos cruzar a rua, se aproximar da lata de lixo, abrir a bolsa e jogar tudo fora, no caso… lixo.

- Alguém consegue me explicar qual o motivo disso?
- Registra isso pelo amor de Deus q meu celular tá com a memória cheia!
- Relaxa, a gente sempre vem aqui, mas dia menos dia ela volta e a gente registra com cuidado.

Adam, Jorge e Ricardo eram meio q assim, praticamente todo santo dia passavam no café, sentavam nas poltronas, abriam um jornal, olhavam pra janela, e ali ficavam. Se eram felizes assim? Nem um pouco, mas acreditavam piamente q aquele café poderia lhes trazer algum benefício um dia. Mais precisamente acreditavam q um dia uma loira peituda ou uma morena bunduna apareceria na poltrona ao lado, se interessaria pela lingua estranha q falavam e os convidariam para seu apartamento há 2 quadras dali. Há uns meses atrás Adam, Jorge e Ricardo fizeram a conta e descobriram q esperavam por esse momento há 1 ano, 3 meses e 19 dias.

Ficavam lá, inventando teorias conspiratórias sobre o porque da vida deles simplesmente não andar como imaginavam, no intervalo do assunto na maioria das vezes levantavam da poltrona e compravam um café.

- De verdade, o q faz uma mulher guardar lixo na bolsa desse jeito?
- Não ter sacos de lixo é uma opcao
- Não faço idéia mas dá pra descobrir fácil!

Ricardo largou seu café na metade e saiu voando na direção da mulher antes q ela tirasse a última lata de alumínio amassada de sua bolsa. Saindo do café diminuiu o ritmo em direção a mulher, chegou devagar e perguntou com toda a calma do mundo:

- Vc pode me informar q horas são?

Ela esvaziou os pedaços de chocolates velhos, os sacos de cheetos vazios, as ultimas gimbas de cigarro malrboro e respondeu:

- Joguei meu relógio fora na quarta passsada
- Mas vc tem pelo menos um minuto? A verdade é q eu não estou interessado na hora, mas queria muito saber o q vc está fazendo guardando esse lixo na bolsa.
- Posso saber porque?
- Porque o q?
- Porque vc quer saber sobre o q guardo na bolsa e sobre o q jogo no lixo?
- Não, nada disso… foi só porque eu achei estranho alguém do nada parar no meio da rua, abrir a bolsa e começar a tirar um monte de lixo. Não quero saber o q vc está jogando fora, apesar de já ter visto uma meia dúzia de absorventes usados, só achei estranho e, em vez de ficar corroendo a minha cabeça sobre o porque disso, vim direto perguntar à fonte.
- Estranho é vc q sai larga seu café com seus amigos e vem pertubar uma desconhecida fazendo perguntas sem o menor propósito. Com licença mas eu tenho mais o q fazer.

A mulher deu uma última batinha tirando o restante das cascas de ovo, fechou a bolsa, virou as costas e foi embora. Ricardo voltou ao seu ponto de partida, no café e sem entender nada.

- Qual é? Eu pelo menos tentei conhecer alguém, um dia eu acerto, melhor do q ficar aí despencado na poltrona.
- Vc tem toda razão. Eu se fosse vc aproveitava e ia lá puxar assunto com aquele sujeito q tá segurando uma placa alegando q teve o pai morto por ninjas.

—–
PS: Todos os personagens são fictícios exceto a mulher do lixo e o sujeito da placa


9. 04.

Uma semana depois do primeiro amistoso do Pelada’s Heroes, finalmente entramos em campo para nossa estréia oficial. A expectativa não poderia ser melhor, em apenas uma semana conseguimos apresentar um goleiro contudido, um defensor com estiramento na coxa direita, um atacante com uma operação de joelho agendada e um meio-campista comemorando a véspera de Pascoa com a família. O cheiro de derrota contudo não nos tirava a esperança de termos um dia melhor… apesar da chuva.

Durante todo o jogo ficou claro q nosso time precisa melhorar em muitos aspectos como, posicionamento, toque de bola, chutes a gol, chutes a lateral, chutes a linha de fundo, chutes a torto e chutes a direito. Em geral precisamos nos entrosar, especialmente nos entrosarmos mais com a bola

Subornamos o juiz e conseguimos um pênalti a nosso favor, nosso hermano tentando se livrar da culpa pela derrota bateu e fez. Mais tarde descobrimos q nosso capitão havia subornado tb o goleiro.

Com o placar final marcando 7×1 começamos a fazer especulações sobre o culpado. Como o argentino marcou nosso único gol, não poderíamos culpá-lo novamente. Acabou sendo fácil definir q a culpa estava toda no juiz ladrão e subornado por nós.

O q fazer agora? Podemos intensificar nosso treinamento e nos tornar apenas um time fraco, mas se quisermos mesmo fazer história é melhor mantermos nossa fama de medíocre. Sendo assim, é preferível avançar pelos flancos através de uma boa campanha de marketing, com artigos esportivos licenciados, vídeos dos piores momentos e o o mais importante de tudo, naked cheerleaders gritando “Give me a P, E, L, A, D, A !!!“.


2. 04.

É dizer q sou brasileiro q logo perguntam se jogo bola. A resposta na maioria das vezes são pequenas variações da já ainda não tanto clássica frase: “Bons jogadores vão pra Europa, eu tô na Microsoft”.

Independente de jogar bem ou não a gente se diverte, e foi com esse intuito que formamos nosso time q virá a participar da Primeira Divisão de Futebol da Microsoft. Tem a Premiere depois da primeira, ou seja, o time é da segunda divisao.

O primeiro desafio foi definir um nome ao time e, como sou a favor do politicamente incorreto, especialmente numa empresa q procura seguir os padrões a fim de evitar processos, fiz o favor de mandar um e-mail à todos os participantes (incluindo gente com alguns níveis hierarquicamente acima de mim) sugerindo o nome Pelada’s Heroes e, dizendo q além de um joguinho casual Pelada tb significa Naked Woman.

No underground da Microsoft o nome foi ovacionado, mas como tudo tem q ser bonitinho e correto, ninguém se atraveu a responder um e-mail apoiando (com exceção de uma alma caridosa).

Com uma leve campanha de marketing por vias extra-oficiais consegui oficializar o nome. Formava-se assim o Pelada’s Heroes, um forte candidado a participar da segunda divisão (ou terceira).

Após um desastroso treino numa quinta-feira à noite num campo sem iluminação e enlamaçado, foi agendado um jogo amistoso contra um time formado basicamente por chineses. Diga-se de passagem, o primeiro amistoso internacional da minha carreira.

Abrindo um grande parênteses na história.

É bom entender q pra americano é muito complicado pegar uma bola e sair pra jogar na rua. Eles precisam ser profissionais em tudo, e a consequencia é q pra se jogar tem q marcar hora, ter uniforme e capitão definido, árbitro e banderinha, cartão amarelo, vermelho, suspensão, classificação, artilharia, bla bla bla. Na boa, a liga dá Microsoft é muito mais organizada do q o Campeonato carioca.

Fechado o parênteses voltamos à história

Hora e local definidos, nós só sabíamos q iríamos morrer em campo (2 tempos de 40). Pedimos para todos irem de branco, acendemos uma vela, oramos pra Jesus, Alá ou sei lá o Deus de cada um, e lá fomos nós.

O jogo rolou, eu não quebrei a mão e, ao final da partida o placar dizia… 7×0 … pra eles. A meta de chegar à 2a divisão parece estar bem encaminhada.
Explicar a derrota foi fácil, com o time composto por brasileiros, canadenses, americanos, croatas, indianos e um argentino, culpamos o argentino.

PS: Dá um certo alivio escrever hoje esse texto , pode ser q alguém acredite q isso tudo não passa de uma mentira da minha mente deturpada.


26. 03.

Tô eu no café tomando um sol (durou 5 minutos e 28 segundos) e me ligam dizendo q tá rolando um protesto em Downtown. Como não tinha nada pra fazer resolvi dar uma passadinha lá pra apoiar o q quer q fosse. Seja qual for o motivo a gente dá sempre um jeito pra puxar assunto.

> Contra a guerra? Amigos meus estão lá sofrendo por uma guerra sem sentido
> Contra o aquecimento global? Eu só ando de bicicleta e uso energia solar
> Contra casacos de pele? Cuido de uma ONG q ajuda raposas orfãs
> Contra imigrantes? … bem… me finjo de débil mental e fanho. Eles não devem ser contra esses três ao mesmo tempo e quem sabe ainda ficam com pena de mim.

O fato é q fui eu até o local e fiquei realmente surpreso com tamanha a empolgação das pessoas. Segue o vídeo q deixa tudo mais claro.


19. 03.

Huguinho, Zezinho, Luisinho e Joãozinho acordaram felizes no sábado, não era dia de escola, era dia de festa. Passado o almoço trataram logo de colocar suas roupinhas verdes e foram atrás de alguma casa de festa (pub).

Às 15:30 passaram pela primeira e já tava cheia. Conseguiram entrar às quatro e pouco na casa da coruja irlandesa. Chegaram lá e ficou decidido q cada um seria responsável por uma rodada de bebida irlandesa, tinha uma parecida com coca-cola (Guiness) e outra com guaraná (Harp).

Logo depois apareceu uma bandinha de saia pra tocar umas músicas estranhas. Todo mundo aplaudiu e a bandinha ficou super feliz.

O tempo foi passando e os quatro amigos começaram a ficar mais animados e a ver tudo mais em câmera lenta. Depois da quarta bebida, Joãozinho disse q tava cansado e não queria mais saber de festa, levantou da cadeira e foi pra casa mimir.

Huguinho, Zezinho, Luisinho e todo mundo da festa cada vez ficavam mais felizes. Alguns começavam a ficar com muito sono e dormiam na cadeira ou até caiam no chão.

Depois da sétima bebida Huguinho disse q precisava ir no banheiro rapidinho, não demorou muito pra voltar dizendo q tava com um gosto ruim na boca mas bem mais aliviado.

Teve uma hora q os meninos começaram a brincar de jogar dadinhos com uma menina gorda, bem gorda, daquelas q quando abraça não se chega do outro lado. Zezinho ganhou a brincadeira mas preferiu não aceitar o beijo da menina. Não sei dizer se ela ficou triste, mas eles já não estavam nem aí pra isso.

Às oito da noite já era tarde pras crianças e eles resolveram voltar pra casa, antes passaram numa lanchonete. Zezinho e Luisinho queriam fazer pipi, mas o moço da lanchonete não deixou pq tava ocupado ajudando Huguinho a pegar água (Huguinho não entendia aquele monte de botão da máquina de refrigerante).

No meio do lanche Luizinho disse q tava se sentindo estranho e deu uma saidinha. Não deu nem dois minutos ele voltou dizendo q tinha sujado a lixeira e q a boca dele tava com um gosto estranho.

Saíram da lanchonete e foram pra casa de taxi, Luisinho pagou com uma nota de 10 e esqueceu de pegar o troco. Huguinho e Zezinho também nem lembraram.

Zezinho q mora com Joãozinho tinha esquecido a chave de casa, mas como Joãozinho não atendia o telefone os três meninos foram dormir na casa de Huguinho.

Eram nove horas quando Huguinho dormiu na cama, Luizinho no sofá e o pobre do Zezinho no chão. A uma da manhã Joãozinho acordou e ligou pro Zezinho ir pra casa dormir. Nesse meio tempo Luizinho achou mais divertido sair do sofá e ir dormir sentado na cozinha.

No dia seguinte os três amigos acordaram com um pouquinho de dor de cabeça. Zezinho, q é bom de matemática, fez a conta e concluiu q cada um tinha bebido 3.8 litros de bebida irlandesa em 3 horas e meia de festa.

São Patrício deve ter ficado feliz com a homenagem.



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