16. 12.

In RaibowsRadiohead: Não bastando terem sacudido e esmerilhado a indústria, o álbum é um absurdo. Como de costume ouvir uma só vez nao basta, e ouvir o álbum inteiro ao invés de faixas perdidas mostra q a vida nao é feita só de singles.

Radiohead - In Rainbows

Mençoes honrosas:
- The Good, The Bad & The Queen do próprio: tem jeito nao… Damon Albarn é gênio
- Neon Bible do Arcade Fire: o album só perde o peso pq o show é fora de série.
- Sky Blue Sky do Wilco: acho q nenhum consegueme me dar tanta paz de espírito, ok, talvez o Radiohead
- Sound of Silver do Lcd Soundystem: “Sound of silver talk to me, makes you want to feel like a teenager”


16. 12.

Parei pra pensar e vi q não tinha q parar pra pensar coisíssima nenhuma. O show do ano foi sem dúvida nenhuma:

Justice no Neumos: num resumo rápido eu diria q mesmo indo sozinho não deu pra ficar indiferente a um show de 3 horas de duração. Claro, é muito mais q isso, dá uma olhada na resenha q foi parar no .::musicness::. pra ter idéia do q eu to falando

Menções honrosas:
- Kaiser Chiefs (Coachella): “We are the world famous Kaiser Chiefs!”, no final do show não havia uma viva alma capaz de discordar
- Arcade Fire (Coachella): a primeira vez a gente nunca esquece, todo mundo falava q o show era um absurdo, só não imaginava q fosse tanto


29. 09.

Não tem muito o q falar.
Gossip abriu e por mais q a Beth Ditto se esgoelasse, nao conseguiu levantar a platéia fria de Seattle.
Lcd Soundsystem veio logo em seguida, pegou um publico maior, mas a acústica terrível do Bank of America Arena piorou bastante a apresentação.
Finalmente apareceu o Arcade Fire, e mostrou novamente que é um absurdo no palco. Meu comentário é o mesmo q eu fiz nos tempos do Coachella: “Primeiro lançam um CD excelente, depois lançam um outro CD melhor q o primeiro, depois me manda um show desse na cara… isso é sacanagem pra qq mortal.”

O vídeo tenta mas nao chega nem perto

PS: O show do Gossip começou 15 minutos antes, venderam em pé e colocaram mais da metade sentado, não tinha cerveja à venda, etc. Enfim, tudo na mais absoluta normalidade tosca da América.


3. 05.

Viajar pro meio do deserto, acampar durante 3 dias, ser acordado pelo sol incessante na cabeça sempre às 8 da manha, ir dormir quando as pernas já não aguentam mais, pegar filas e filas pra tudo, comer mal, gastar dois dolares pra tomar um copo d’agua, sete por uma cerveja, 8 por um pedaço de pizza. Se alguém acha q eu me arrependo de ir pra esse negócio chamado Coachella, por favor, pense novamente.

Viajar pro meio do deserto, despencar no colchão à noite sabendo q o dia seguinte pode ser melhor, pegar um bronzeado durante todo o dia, ver meninas de biquini (nao esqueçam q eu moro em Seattle), reencontrar amigos de longa data, não trabalhar na sexta-feira, chegar segunda no trabalho ao meio-dia de bermuda e mochilão, e claro… ouvir as melhores bandas da atualidade uma atrás da outra praticamente sem intervalo, ouvir as melhores bandas da atualidade uma atrás da outra praticamente sem intervalo (essa tem peso dois). Agora faz a conta… alguém acha q eu me arrependo de ir pra esse paraíso chamado Coachella?

Não vou ficar fazendo resenha sobre o q foi bom e o q não foi, tem gente muito mais entendida no assunto, portanto eu aconselho seguir esse e esse link, o roteiro foi basicamente o mesmo, até porque andamos praticamente lado a lado.

Do lado de cá vale dizer em letras garrafais que foi PHODA, com ph pra ficar mais emblemático.

Mesmo assim segue um roteiro do q rolou nesses dias:

Sexta: Noisettes // Tokio Police Club // Of Montreal // Arctic Monkeys // Felix da Housecat // Benny Benassi // Interpol // Bjork

Sabado: The Cribs // The Fratellis // Hot Chip // MSTRKFT // Peter Bjorn & John // Kings of leon // Arcade Fire // Girl Talk // um pedaço do Red Hot // The Rapture // The Good, The Bad and the Queen

Domingo: Mika // Tapes ‘n Tapes // Explosions In The Sky // Kaiser Chiefs // Klaxons // Manu Chao // Rage Against the Machine

O Top 5 merece um comentário a mais

1) Arcade Fire: totalmente estasiante, da vontade de chorar presenciar aquele show ao vivo. Primeiro lançam um CD excelente, depois lançam um outro CD melhor q o primeiro, depois me manda um show desse na cara… isso é sacanagem pra qq mortal.

2) Kaiser Chiefs: Achava a bandinha meio meia boca, só mais uma wanna-be Arctic Monkeys, mudei completamente de opiniao no momento q o vocalista pisou no palco e mandou: “Nós somos os mundialmente famosos Kaiser Chiefs”. Dali pra frente foi pancada do início ao fim, stage diving, crowd surfing, seguranças socorrendo menininhas descontroladas massacradas e asfixiadas, e no fim uma baqueta voando na minha direção e quicando no meu dedão. Disparado o show mais contagiante do festival

3) The Rapture: Rock pra dançar de uma qualidade assustadora, trenzinho pelo meio da pista, tapas recebidos e dados em uma bela bunda. Animou, colocou pra dançar e foram embora com um gostinho de pena q acabou

4) Rage Against the Machine: Anos e anos na espera, o festival inteiro parou pra assistir a formação original destruindo tudo, ter q assitir o Manu Chao repetir a mesma música durante 1 hora foi dose, mas assim q entraram ficou claro q o momento era histórico. É show pra comprar a camisa e contar pros filhos q vc estava lá. A camisa eu comprei, falta arranjar uns filhos.

5) Arctic Monkeys: Se a galera tivesse mais animada o show seria melhor, mas mesmo assim valeu cada segundo. Os moleques seguram a onda como ninguém, brincam com o público e mostram q merecem com toda razão o título de A banda inglesa do momento.

E pra fechar algumas outras curiosidades q não dá pra deixar passar:

- Ninguém diz obrigado como a Björk
- Açai com granola servido por linda morena e comprovando q nem só as loiras são burras
- The Good, The Bad and The Queen é show pra assistir em local fechado e sentado, mas em pé e no calor é bom do mesmo jeito
- “foda-se, eu tenho um Jeep” adicionado as frases célebres antes da morte
- Kid Beyond agradecendo aos céus por estar no palco do Coachella
- Definitivamente não sou chegado em Explosões No Céu
- O assobio do Peter, do Bjorn ou do John não segurou a onda
- Bush sendo condenado a morte e o festival inteiro aplaudindo
- Mika é tão gay q só consegue colocar as mulheres pra dançar… os homens ficam constrangidos
- 10 garrafinhas d’agua por uma quente é exploração
- Uma hora e meia engarrafado na saída do estacionamento
- Sendo acordado por alguém batendo no vidro avisando q o trânsito andou

Vídeo e fotos ficam pra depois… tô sem tempo e correndo pro show do LCD, sabe como é… festival q é festival sempre rola uma ressaca depois.



rugas e pés de galinha

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