25. 04.
Chega tarde na barraca, chapa do jeito q dá, acorda com a barraca fervendo às 8:30 da madrugada, toma uma água, come umas tangerinas, enfrenta uma hora na fila do chuveiro, tenta em vão carregar o celular e a câmera e finalmente sai pro festival.
No festival a AT&T dsponibilizava uma central pra recarregar os onipresentes iPhones e celulares. O quiosque pra recarregar as baterias era um caos, era preciso enfrentar pelo menos 30 minutos de fila sem garantia q seu aparelho poderia ser carregado. Interessante é q a desculpa era q aquele era um serviço gratuito e q eles estavam fazendo o melhor q podiam. Daí eu paro pra pensar e vejo q isso nao faz o menor sentido. A operadora coloca um quiosque pra valorizar a imagem, oferece um serviço (gratuito ou nao) de péssima qualidade, ou seja, todo o marketing foi pro espaço. É a mesma coisa q o McDonalds oferecer hamburguer velho mas gratuito.
Mas deixando o chororô de lado, vamos aos shows q é o q interessa.
O primeiro da fila foi o Liars, mas eu cheguei bem atrasado e tava muito barulho pra o sabado ensolarado das 3 da tarde, resumo, nao durei uma unica música e corri pra Joss Stone pra tentar pegar algo mais relax. Grata surpresa, eu q nunca liguei muito pra menina fiquei impressionado. Levando o show numa boa, sem nenhum desespero do tipo to-no-main-stage-preciso-ser-foda a garota foi desfilando seu charme, sem a menor pressa e conquistando todo mundo. No fim ainda soltou o cover pra Fell In Love with a Girl (Boy) do White Stripes, excelente.
Depois era hora de se amparar nas tendas, peguei um eletronico rápido com o ParaOne e o Surkin mas nao demorou muito corri pra pegar o inicio do show da Amanda Palmer.
Que show! A mulher é foda! Entra no palco ao som de Thus Spake Zarathustra. E entre musicas novas e do Dresden Dolls ela da um golada no gargalo da garrafa de vinho, conversa com o público de igual pra igual sobre as músicas, zoa o show do Morrisey chamando o cara de depressivo, tira foto pro twitter, canta uma q ela fez com o Neil Gaiman (refrao “I Google you”), manda um cover do Muse, etc. No fim, vira pra tenda lotada e diz q vai fazer um crowd surfing do palco ao fim da tenda e “You shall not let me fall”. Se ela conseguiu? Assiste o video.
E quando vc acha q tá tudo terminado, eis q do meio do publico ela manda uma versao cover de Creep. 2o. Melhor show do festival até aqui. Fácil.
Fim da Amanda Palmer, bora pro TV On The Radio. Confesso q era um dos shows q eu mais esperava, mas sei lá, nao bateu. Talvez tenha sido pelo fato de eu estar distante do palco, mas simplesmente nao deu. Algumas músicas depois eu acabei me afastando, comprei um sanduiche fajuto acompanhado de uma água e fui ver o show lá trás, sentado no gramado, acompanhado de um belíssimo por de sol.
Alguns minutos antes do fim saí em busca do Fleet Foxes. Esperava encontrar uma platéia tranquila, sem muito tumulto e tal, afinal, os caras tocam um folk bem introspectivo e eu achava q isso nao atrairia muita gente num sabado q teria um final mega eletronico. Ledo engano, o show tava lotado ao extremo, muita gente assistindo e mais uma cacetada fazendo uma social irritante, assim a chance de ver os caras de perto relaxando na grama simplesmente nao existiu, vou ter q esperar eles voltarem pra Seattle.
É chegada a hora da pancadaria nos ouvidos. Crookers + Chemical Brothers + MSTRKRFT encerrariam a noite de sábado com muito tumm tsss tumm no ouvido. Crokkers até foi muito bem, com uma tenda abarrotada de gente o cara não deu trégua é foi uma porrada atrás da outra. Empolgou mesmo e deixou o publico no ponto pro Chemical Brothers. Pena q eles nao aproveitaram a onda e com loops infinitos davam a entender q a música nunca iria começar. A tenda foi esvaziando, esvaziando, eu fui tomar uma cerveja no fundo e cheguei a conclusão óbvia. Chato.
Esperando o MSTRKRFT caiu a ficha q o The Killers iria começar em poucos minutos, e entre ouvir sentado o Chemical ou o The Killers, eu fico fácil com o segundo. Corri até o Main Stage, os caras atrasaram e quando começou já tava na hora de voltar pro MSTRKRFT. Num sabado corrido, já passando das dez horas, deu uma baita preguiça e uma senhora dúvida se valia a pena sair de um show bom e atravessar todo o festival em busca de um som eletronico. Mas juntei minhas forças e fui dar uma chance pro MSTRKRFT. Interessante foi q cheguei lá e vi exatamente a mesma cena com dois moleques. Um avisa q tá rolando o The Killers e o outro entra em desespero sem saber o q assiste, no fim acaba optando por ficar onde está e liga o foda-se pros carinhas de Las Vegas. Duvidas de festival, não foi a primeira vez, e com um outro dia inteiro pela frente com certeza nao seria a ultima.
MSTRKRFT começou e tb nao empolgou, algumas músicas de crédito pros caras e nada, acabei juntando meus pedaços e voltando pro The Killers, eu tinha dado a chance, eles nao pegaram, perdeu play, fui ouviu Mr. Brighside.
E esse foi o segundo dia, claramente pior q o primeiro, Amanda Palmer se salvando do resto e um The Killers fechando o dia num show tb nao tao empolgante como eu já vi os caras fazendo. Agora era só voltar pra barraca, dormir do jeito q desse e se preparar pro ultimo dia do festival.













Posts