5. 03.
Meio q obrigação escrever nem q sejam 5 linhas, afinal, não é todo mundo q pode pegar a chuvinha de Vancouver no seu último final de semana de olímpiada.
Já aviso de antemão q o máximo q eu consegui assistir de evento foi a final do hockey, e como a maioria eu assisti na TV, mais precisamente dentro de um Red Robin.
Ok, eu estava em Vancouver, e qual a diferença? Muita. Vou explicar por tópicos pra ver se a ficha cai direitinho e bem devagar:- Hockey é o esporte nacional canadense assim como futebol é o brasileiro
– Final de hockey olimpico é tipo final de Copa do Mundo no Brasil
– Final de hockey em Vancouver é tipo final de Copa do Mundo no Maracanã
- Final de hockey em Vancouver entre Canadá e EUA é tipo Final de Copa do Mundo no Maracanã entre Brasil e Argentina.
Entendeu? Agora faça as contas.
26. 02.
Vc começa fazendo um blog sem motivo aparente e escrevendo o q der na telha. Se empolga nos primeiros posts, mas no final…
Cansa.
O tempo é curto, dá trabalho, ninguém lê, muito menos comenta e óbvio… não dá dinheiro.
O tempo passa.
Textos passam.
A vontade bate e vc repensa.
Escrever nos blogs antigos e sentir o peso de um template datado desanima.
Mais legal começar um novo.
De quebra o posterous ainda dá um help e joga o texto pro blog velho (caso vc nao tenha se tocado, aqui é o blog velho).
Mas isso é termo técnico q nao vale a pena entrar em detalhes.
Enfim, eu moro num quarto e sala esprimido, às vezes preciso de mais espaço.
16. 12.
Since Twitter and Facebook have sucked the writing life out of Rodrigo it’s up to me to post.
So here it is an angry fat cat picture.

26. 04.
Chega tarde na barraca, chapa do jeito q dá, acorda com a barraca fervendo às 8:00 da madrugada, toma uma água, come umas tangerinas, enfrenta uma hora na fila do chuveiro, consegue recarregar celular e câmera, desmonta tudo, empacota tudo, guarda tudo no carro e finalmente sai pro festival.
Com um cronograma matinal desse só deu pra chegar no festival poucos minutos antes do show do Friendly Fires. Mas ainda bem q eu cheguei a tempo. A poucos metros dos caras o show me acordou e recarregou minhas baterias. Detalhe q enquanto todos os integrantes tinham a pulseira pra tomar umas biritas, do lado do vocal zero de pulseira e muita, mas muita água. E claro eu pulei muito menos q o vocalista.
Logo em seguida na mesma tenda entrou Sebastien Tellier. Não tava esperando tanto, só uma breguice constrangedora, mas o q eu vi (ou melhor ouvi) foi péssimo. O som tava incrivelmente mal passado, nao se entendia nada, o grave emudecendo todo o resto e no fim o melhor foi sair dali em direção à Lykke Li no palco Outdoor.
Outra história, show bom pra caceta. A sueca sem a menor vontade de parecer linda, diva ou graciosa fez o dela. Naquele calor e se escondendo dentro de roupas pretas (vai entender) ajudou na bateria, conversou com o publico, meteu um cover do Kings of Leon e fez todo mundo dançar até umas músicas meio indançáveis.
Time out ao som de Peter Bjorn and John, hora de comer uma fatia gordurenta de pizza e reabastecer o corpo a base de Gatorade. Feito o pit-stop… Main Stage… Yeah Yeah Yeahs é o próximo.
Sei lá, o show até q é bom, mas ou eu ando meio cansado do YYYs, prestei atenção em algumas músicas, mas na maioria das vezes tava sentado na grama conversando sobre a facilidade de se conseguir um baseado no festival. Impressionante, todo mundo naquele festival fumava, vc parava num canto e alguem acendia do seu lado. Mr. Urbe andou dizendo q é coisa da liberação para usos medicinais e ficou de conseguir mais detalhes. Chegou ao cúmulo de no acampamento um mezzo-brasileiro mezzo-gringo desconhecido falar pra gente passar na barraca dele q ele tinha baseado sobrando. Eu nao fumo mais esse treco (e nao to falando isso pra agradar papai e mamae), mas é no mínimo curioso constatar q nao falta tanto tempo pra liberacao da maconha em certos pontos dos EUA. Arriscaria dizer q a maconha vai virar a fonte de renda de uma cidade, assim como o jogo é a renda de Las Vegas.
Mas voltando ao show, é… nao tem muito o q falar nao pq eu nao vi direito, saí de lá enquanto Maps rolava em direção ao Late Of The Pier. E na maior tenda, comigo praticamente ancorado na grade, o Late Of The Pier com aqueles moleques com cara de 15 anos entraram cheios de marra e fizeram o segundo melhor show do festival. Eu acho q só nao pulei mais pq minhas costas não permitiram. Ouvi o album pouco tempo antes do show e juro q esperava algo bem menos pesado, mas foi bom pra caceta. Todos os integrantes tem uma performance invejável no palco e sendo assim pode anotar, vcs ainda vao ouvir falar muito dos caras.
Fim de festa, The Kills se seguiu começando bem mas sem conseguir segurar o ritmo até o final, ignoramos o The Cure pq errar duas vezes é burrice, pegamos o carro e seguimos de volta pra L.A. Chegando lá bastou dormir umas 4 horas no chão do aeroporto e ao chegar em Seattle ir direto pro trabalho. As costas reclamam, mas eu entro em zombie-mode na frente do computador por 2 dias e já já tô pronto pra próxima.
25. 04.
Chega tarde na barraca, chapa do jeito q dá, acorda com a barraca fervendo às 8:30 da madrugada, toma uma água, come umas tangerinas, enfrenta uma hora na fila do chuveiro, tenta em vão carregar o celular e a câmera e finalmente sai pro festival.
No festival a AT&T dsponibilizava uma central pra recarregar os onipresentes iPhones e celulares. O quiosque pra recarregar as baterias era um caos, era preciso enfrentar pelo menos 30 minutos de fila sem garantia q seu aparelho poderia ser carregado. Interessante é q a desculpa era q aquele era um serviço gratuito e q eles estavam fazendo o melhor q podiam. Daí eu paro pra pensar e vejo q isso nao faz o menor sentido. A operadora coloca um quiosque pra valorizar a imagem, oferece um serviço (gratuito ou nao) de péssima qualidade, ou seja, todo o marketing foi pro espaço. É a mesma coisa q o McDonalds oferecer hamburguer velho mas gratuito.
Mas deixando o chororô de lado, vamos aos shows q é o q interessa.
O primeiro da fila foi o Liars, mas eu cheguei bem atrasado e tava muito barulho pra o sabado ensolarado das 3 da tarde, resumo, nao durei uma unica música e corri pra Joss Stone pra tentar pegar algo mais relax. Grata surpresa, eu q nunca liguei muito pra menina fiquei impressionado. Levando o show numa boa, sem nenhum desespero do tipo to-no-main-stage-preciso-ser-foda a garota foi desfilando seu charme, sem a menor pressa e conquistando todo mundo. No fim ainda soltou o cover pra Fell In Love with a Girl (Boy) do White Stripes, excelente.
Depois era hora de se amparar nas tendas, peguei um eletronico rápido com o ParaOne e o Surkin mas nao demorou muito corri pra pegar o inicio do show da Amanda Palmer.
Que show! A mulher é foda! Entra no palco ao som de Thus Spake Zarathustra. E entre musicas novas e do Dresden Dolls ela da um golada no gargalo da garrafa de vinho, conversa com o público de igual pra igual sobre as músicas, zoa o show do Morrisey chamando o cara de depressivo, tira foto pro twitter, canta uma q ela fez com o Neil Gaiman (refrao “I Google you”), manda um cover do Muse, etc. No fim, vira pra tenda lotada e diz q vai fazer um crowd surfing do palco ao fim da tenda e “You shall not let me fall”. Se ela conseguiu? Assiste o video.
E quando vc acha q tá tudo terminado, eis q do meio do publico ela manda uma versao cover de Creep. 2o. Melhor show do festival até aqui. Fácil.
Fim da Amanda Palmer, bora pro TV On The Radio. Confesso q era um dos shows q eu mais esperava, mas sei lá, nao bateu. Talvez tenha sido pelo fato de eu estar distante do palco, mas simplesmente nao deu. Algumas músicas depois eu acabei me afastando, comprei um sanduiche fajuto acompanhado de uma água e fui ver o show lá trás, sentado no gramado, acompanhado de um belíssimo por de sol.
Alguns minutos antes do fim saí em busca do Fleet Foxes. Esperava encontrar uma platéia tranquila, sem muito tumulto e tal, afinal, os caras tocam um folk bem introspectivo e eu achava q isso nao atrairia muita gente num sabado q teria um final mega eletronico. Ledo engano, o show tava lotado ao extremo, muita gente assistindo e mais uma cacetada fazendo uma social irritante, assim a chance de ver os caras de perto relaxando na grama simplesmente nao existiu, vou ter q esperar eles voltarem pra Seattle.
É chegada a hora da pancadaria nos ouvidos. Crookers + Chemical Brothers + MSTRKRFT encerrariam a noite de sábado com muito tumm tsss tumm no ouvido. Crokkers até foi muito bem, com uma tenda abarrotada de gente o cara não deu trégua é foi uma porrada atrás da outra. Empolgou mesmo e deixou o publico no ponto pro Chemical Brothers. Pena q eles nao aproveitaram a onda e com loops infinitos davam a entender q a música nunca iria começar. A tenda foi esvaziando, esvaziando, eu fui tomar uma cerveja no fundo e cheguei a conclusão óbvia. Chato.
Esperando o MSTRKRFT caiu a ficha q o The Killers iria começar em poucos minutos, e entre ouvir sentado o Chemical ou o The Killers, eu fico fácil com o segundo. Corri até o Main Stage, os caras atrasaram e quando começou já tava na hora de voltar pro MSTRKRFT. Num sabado corrido, já passando das dez horas, deu uma baita preguiça e uma senhora dúvida se valia a pena sair de um show bom e atravessar todo o festival em busca de um som eletronico. Mas juntei minhas forças e fui dar uma chance pro MSTRKRFT. Interessante foi q cheguei lá e vi exatamente a mesma cena com dois moleques. Um avisa q tá rolando o The Killers e o outro entra em desespero sem saber o q assiste, no fim acaba optando por ficar onde está e liga o foda-se pros carinhas de Las Vegas. Duvidas de festival, não foi a primeira vez, e com um outro dia inteiro pela frente com certeza nao seria a ultima.
MSTRKRFT começou e tb nao empolgou, algumas músicas de crédito pros caras e nada, acabei juntando meus pedaços e voltando pro The Killers, eu tinha dado a chance, eles nao pegaram, perdeu play, fui ouviu Mr. Brighside.
E esse foi o segundo dia, claramente pior q o primeiro, Amanda Palmer se salvando do resto e um The Killers fechando o dia num show tb nao tao empolgante como eu já vi os caras fazendo. Agora era só voltar pra barraca, dormir do jeito q desse e se preparar pro ultimo dia do festival.
23. 04.
O post promete ser grande, portanto vamos começar com paragrafos pequeninos.
De cara já aviso q só não consegui subir mais coisa pelo twitter ou tumblr pq deserto+celular+gentepácaceta nao combina.
Seguindo a risca a tradicionalíssima tradicao de apenas um ano, alugamos novamente em Jeep e foi um senhor perrengue chegar na quinta a noite pra armar a barraca.
Saindo dessa geladeira no noroeste americano, tudo o q eu mais queria era um pedaço de sol e uma margem de céu azul, coisa q não via faz tempo. Como esperado, recebi bem mais. O céu sem nuvem e com o calor batendo é uma sensação maravilhosa… durante 10 minutos. Depois é tanto sol e tudo tao seco q aja agua, gatorade e protetor pra dar conta do recado. O sol queima forte e se vc acha q eu tô de onda, q quem vive no litoral brasileiro tira de letra, vai por mim… é punk.
Como as opcoes eram entre morrer torrado no acampamento ou morrer torrado no festival, optei pela segunda e fui comer um treco enquanto o The Switch fazendo um som ambiente. Feita a primeira das refeições de péssima qualidade q viriam por todo o final de semana, dei uma rodada nas tendas e acabei parando num tal de El Gran Silencio, uma banda mexicana barulhenta pra caceta q me lembrou logo de cara o Gogol Bordello, ou seja, cansativo demais pra uma da tarde do primeiro dia.
O dia só começou a melhorar lá pelas duas e meia. Uma tal de The Courteeners abriu o palco principal e vou te dizer, ok q pode ser outra daquelas 300s Coachella bands q aparecem e somem em menos de 4 estações, mas pelo menos nessa primavera a bandinha mostrou serviço.
Já o We Are Scientists foi exatamente o oposto. Eu gosto do primeiro album dos caras, mas mal conseguir ouvir o segundo, e… hmmm no show a banda azeda. Fraco fraco, falta peso coitados.
Saí de lá e fui na direção do Los Campesinos. A expectativa era boa, a tenda tava cheia e qd começou eu juro q nao entendi nada. Me perguntaram q som eles faziam e eu dizia q era uma coisa feliz e bagunçada, mas no fim acabei achando uma coisa bagunçada, barulhenta e com um vocalista despirocado. O video aí debaixo foi a única coisa q se salvou.
Começando a correria q só acabaria lá pra uma da manha fui direto pro M. Ward. Até aqui disparado o melhor show do dia. No palco Outdoor, ainda no calor da tarde, o cara destruiu. Eu q achava q o show seria lento e mais pro folk, dei de cara qd ele começou a dedilhar a guitarra numa blueszeira consideravel. Foda!
Hora de correr pro palco principal, o Franz Ferdinand iria começar a jornada MainStage. Já tinha visto a banda na mesma semana entao fui mesmo por falta de algo melhor e pra começar a guardar espaço pro tão esperado ultimo show. Claramente eu não era o único com essa idéia, a faixa etária do Main Stage já se identificava como grisalha e com isso o Franz simplesmente não colou. Alex Kapranos ainda fez uma média entrando com uma camiseta escrita George Harrison, mas nao deu.
Na sequencia Morrissey entrou reclamando, reclamou do técnico de som, reclamou do ‘publico, reclamou do cheiro de comida, reclamou de tudo e no fim saiu… reclamando. Na boa, esse cara é sempre mala desse jeito? Pq era tanta encheção q o show q deveria ser tranquilo e na paz ficou tenso, chato e arrastado.
Eis q só faltava ele pra fechar a noite, e como ele merece vou pular mais algumas linhas…
Sir Paul McCartney entraria em cena as dez e sairia a meia-noite. Não rolou, ele entrou umas 22:15 e saiu lá pra uma da manha!! Bis atras de bis, corre a noticia q o Coachella preferiu pagar a multa de mil dolares por minuto do q desligar a caixa de som de talvez a maior lenda viva da história da rock.
Intercalando com músicas pós Beatles e uma banda com uma cara acompanhamento q se acha prato principal, o show começou morno. Mas a medida q o tempo ia passando as músicas dos Beatles começavam a se sobrepor e a banda entrava em segundo plano. Assistir Paul McCartney tocando sozinho no violao Blackbird é de chorar de emoção. Something tocado só num ukulele presenteado pelo próprio George Harrison, com licença da palavra… puta que o pariu, valeu a viagem. Os videos estão aí debaixo pra quem quiser ter meio q a prova q eu nao estou exagerando.
blackbird
something
Eu perdi a conta de quantos bis Macca fez, mas sei q lá pro fim foi um tal de Hey Jude, Yesterday, Sgt Peppers, Birthday, Can’t Buy Me Love, Helter Skelter, Get Back, e por aí vai. Enfim, a sexta acabou e sem nem precisar ir nos outros dois dias de festival eu já tinha sensação não só de dever cumprido, mas a de ter visto o show do ano. E fique a vontade, babe com a enxurrada de videos só do Paul McCartney enquanto eu nao posto o dia dois do Coachella.
drive my car
got to get you into my life
long winding road
back in ussr
hey jude
birthday
helter skelter
can’t buy me love
Olha, eu até queria gravar mais, mas a memória e a bateria da câmera não me permitiram.
15. 04.
Partiu?
Vc eu não sei, mas eu tô indo.
Mochilão pronto, barraca encaminhada, ingressos seguros e só o protetor solar q falta ser comprado pelo caminho.
No início da semana rolou um esquente com um belo show dos Franz Ferdinand (detalhes no e-mail q eu mandei pro Bruninho), mas esse final de semana promete. Overdose de tudo quanto é lado. Pela esquerda velhos conhecidos (mas nunca antes vistos) como Paul McCartney e Morrisey. Chegando pela direita às grandes espectativas como TV On The Radio e Late Of The Pier e, no meio disso tudo banda pra caceta dando um senhor conjunto e causando muitas reticências nas listas do q se ver.
Atualizações aqui no blog ao longo do final de semana eu não prometo, mas eu diria pra ficar ligado em duas áreas:
A primeira é o já velho twitter, essa barrinha aí do lado q mostra o q tá contecendo, mas querendo fazer direito, dá um follow nesse link aqui.
A segunda e estreiando nesses ares é o tal do Tumblr. O link é esse aqui e eu já aviso de antemão q provavelmente a maioria dos updates serão nesse canal.
É isso, nos vemos na segunda, comigo chegando direto no trabalho virado de noites mal dormidas e dias bem aproveitados.

21. 03.
Recebi via Ana e apesar de raramente entrar na roda dos memes resolvi adotar, afinal, a idéia é boa e dá pra falar muito nas entrelinhas.
A regra? Escolha uma banda (sua favorita?) e responda as perguntas usando os nomes das músicas.
Pick Your Artist: Radiohead
Are you male or female: Vegetable
Describe yourself: Subterranean Homesick Alien
How do you feel about yourself: Jigsaw Falling into Place
Describe where you currently live: Fake Plastic Trees
If you could go anywhere, where would you go: Everything in Its Right Place
Your best friend is: You
Your favorite color is: The Gloaming
You know that: 2 + 2 = 5
What’s the weather like: No Surprises
If your life was a TV show, what would it be called: How To Disappear Completely
What is life to you: Fitter Happier
What is the best advice you have to give: Stop Whispering
If you could change your name, what would it be: Kid A
Your favorite food is: Dollars And Cents
Quem quiser, é só linkar




















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