26. 04.
Chega tarde na barraca, chapa do jeito q dá, acorda com a barraca fervendo às 8:00 da madrugada, toma uma água, come umas tangerinas, enfrenta uma hora na fila do chuveiro, consegue recarregar celular e câmera, desmonta tudo, empacota tudo, guarda tudo no carro e finalmente sai pro festival.
Com um cronograma matinal desse só deu pra chegar no festival poucos minutos antes do show do Friendly Fires. Mas ainda bem q eu cheguei a tempo. A poucos metros dos caras o show me acordou e recarregou minhas baterias. Detalhe q enquanto todos os integrantes tinham a pulseira pra tomar umas biritas, do lado do vocal zero de pulseira e muita, mas muita água. E claro eu pulei muito menos q o vocalista.
Logo em seguida na mesma tenda entrou Sebastien Tellier. Não tava esperando tanto, só uma breguice constrangedora, mas o q eu vi (ou melhor ouvi) foi péssimo. O som tava incrivelmente mal passado, nao se entendia nada, o grave emudecendo todo o resto e no fim o melhor foi sair dali em direção à Lykke Li no palco Outdoor.
Outra história, show bom pra caceta. A sueca sem a menor vontade de parecer linda, diva ou graciosa fez o dela. Naquele calor e se escondendo dentro de roupas pretas (vai entender) ajudou na bateria, conversou com o publico, meteu um cover do Kings of Leon e fez todo mundo dançar até umas músicas meio indançáveis.
Time out ao som de Peter Bjorn and John, hora de comer uma fatia gordurenta de pizza e reabastecer o corpo a base de Gatorade. Feito o pit-stop… Main Stage… Yeah Yeah Yeahs é o próximo.
Sei lá, o show até q é bom, mas ou eu ando meio cansado do YYYs, prestei atenção em algumas músicas, mas na maioria das vezes tava sentado na grama conversando sobre a facilidade de se conseguir um baseado no festival. Impressionante, todo mundo naquele festival fumava, vc parava num canto e alguem acendia do seu lado. Mr. Urbe andou dizendo q é coisa da liberação para usos medicinais e ficou de conseguir mais detalhes. Chegou ao cúmulo de no acampamento um mezzo-brasileiro mezzo-gringo desconhecido falar pra gente passar na barraca dele q ele tinha baseado sobrando. Eu nao fumo mais esse treco (e nao to falando isso pra agradar papai e mamae), mas é no mínimo curioso constatar q nao falta tanto tempo pra liberacao da maconha em certos pontos dos EUA. Arriscaria dizer q a maconha vai virar a fonte de renda de uma cidade, assim como o jogo é a renda de Las Vegas.
Mas voltando ao show, é… nao tem muito o q falar nao pq eu nao vi direito, saí de lá enquanto Maps rolava em direção ao Late Of The Pier. E na maior tenda, comigo praticamente ancorado na grade, o Late Of The Pier com aqueles moleques com cara de 15 anos entraram cheios de marra e fizeram o segundo melhor show do festival. Eu acho q só nao pulei mais pq minhas costas não permitiram. Ouvi o album pouco tempo antes do show e juro q esperava algo bem menos pesado, mas foi bom pra caceta. Todos os integrantes tem uma performance invejável no palco e sendo assim pode anotar, vcs ainda vao ouvir falar muito dos caras.
Fim de festa, The Kills se seguiu começando bem mas sem conseguir segurar o ritmo até o final, ignoramos o The Cure pq errar duas vezes é burrice, pegamos o carro e seguimos de volta pra L.A. Chegando lá bastou dormir umas 4 horas no chão do aeroporto e ao chegar em Seattle ir direto pro trabalho. As costas reclamam, mas eu entro em zombie-mode na frente do computador por 2 dias e já já tô pronto pra próxima.
tags: coachella, coachella 2009, festival, friendly fires, late of the pier, lykke li, musica, sebastien tellier, video, yeah yeah yeahs












Posts
abril 26th, 2009 at 20:17
e ano que vem tem mais! hahaha!
abril 27th, 2009 at 12:39
alou alou
saudações carioca/seattleiteanas…