23. 04.
O post promete ser grande, portanto vamos começar com paragrafos pequeninos.
De cara já aviso q só não consegui subir mais coisa pelo twitter ou tumblr pq deserto+celular+gentepácaceta nao combina.
Seguindo a risca a tradicionalíssima tradicao de apenas um ano, alugamos novamente em Jeep e foi um senhor perrengue chegar na quinta a noite pra armar a barraca.
Saindo dessa geladeira no noroeste americano, tudo o q eu mais queria era um pedaço de sol e uma margem de céu azul, coisa q não via faz tempo. Como esperado, recebi bem mais. O céu sem nuvem e com o calor batendo é uma sensação maravilhosa… durante 10 minutos. Depois é tanto sol e tudo tao seco q aja agua, gatorade e protetor pra dar conta do recado. O sol queima forte e se vc acha q eu tô de onda, q quem vive no litoral brasileiro tira de letra, vai por mim… é punk.
Como as opcoes eram entre morrer torrado no acampamento ou morrer torrado no festival, optei pela segunda e fui comer um treco enquanto o The Switch fazendo um som ambiente. Feita a primeira das refeições de péssima qualidade q viriam por todo o final de semana, dei uma rodada nas tendas e acabei parando num tal de El Gran Silencio, uma banda mexicana barulhenta pra caceta q me lembrou logo de cara o Gogol Bordello, ou seja, cansativo demais pra uma da tarde do primeiro dia.
O dia só começou a melhorar lá pelas duas e meia. Uma tal de The Courteeners abriu o palco principal e vou te dizer, ok q pode ser outra daquelas 300s Coachella bands q aparecem e somem em menos de 4 estações, mas pelo menos nessa primavera a bandinha mostrou serviço.
Já o We Are Scientists foi exatamente o oposto. Eu gosto do primeiro album dos caras, mas mal conseguir ouvir o segundo, e… hmmm no show a banda azeda. Fraco fraco, falta peso coitados.
Saí de lá e fui na direção do Los Campesinos. A expectativa era boa, a tenda tava cheia e qd começou eu juro q nao entendi nada. Me perguntaram q som eles faziam e eu dizia q era uma coisa feliz e bagunçada, mas no fim acabei achando uma coisa bagunçada, barulhenta e com um vocalista despirocado. O video aí debaixo foi a única coisa q se salvou.
Começando a correria q só acabaria lá pra uma da manha fui direto pro M. Ward. Até aqui disparado o melhor show do dia. No palco Outdoor, ainda no calor da tarde, o cara destruiu. Eu q achava q o show seria lento e mais pro folk, dei de cara qd ele começou a dedilhar a guitarra numa blueszeira consideravel. Foda!
Hora de correr pro palco principal, o Franz Ferdinand iria começar a jornada MainStage. Já tinha visto a banda na mesma semana entao fui mesmo por falta de algo melhor e pra começar a guardar espaço pro tão esperado ultimo show. Claramente eu não era o único com essa idéia, a faixa etária do Main Stage já se identificava como grisalha e com isso o Franz simplesmente não colou. Alex Kapranos ainda fez uma média entrando com uma camiseta escrita George Harrison, mas nao deu.
Na sequencia Morrissey entrou reclamando, reclamou do técnico de som, reclamou do ‘publico, reclamou do cheiro de comida, reclamou de tudo e no fim saiu… reclamando. Na boa, esse cara é sempre mala desse jeito? Pq era tanta encheção q o show q deveria ser tranquilo e na paz ficou tenso, chato e arrastado.
Eis q só faltava ele pra fechar a noite, e como ele merece vou pular mais algumas linhas…
Sir Paul McCartney entraria em cena as dez e sairia a meia-noite. Não rolou, ele entrou umas 22:15 e saiu lá pra uma da manha!! Bis atras de bis, corre a noticia q o Coachella preferiu pagar a multa de mil dolares por minuto do q desligar a caixa de som de talvez a maior lenda viva da história da rock.
Intercalando com músicas pós Beatles e uma banda com uma cara acompanhamento q se acha prato principal, o show começou morno. Mas a medida q o tempo ia passando as músicas dos Beatles começavam a se sobrepor e a banda entrava em segundo plano. Assistir Paul McCartney tocando sozinho no violao Blackbird é de chorar de emoção. Something tocado só num ukulele presenteado pelo próprio George Harrison, com licença da palavra… puta que o pariu, valeu a viagem. Os videos estão aí debaixo pra quem quiser ter meio q a prova q eu nao estou exagerando.
blackbird
something
Eu perdi a conta de quantos bis Macca fez, mas sei q lá pro fim foi um tal de Hey Jude, Yesterday, Sgt Peppers, Birthday, Can’t Buy Me Love, Helter Skelter, Get Back, e por aí vai. Enfim, a sexta acabou e sem nem precisar ir nos outros dois dias de festival eu já tinha sensação não só de dever cumprido, mas a de ter visto o show do ano. E fique a vontade, babe com a enxurrada de videos só do Paul McCartney enquanto eu nao posto o dia dois do Coachella.
drive my car
got to get you into my life
long winding road
back in ussr
hey jude
birthday
helter skelter
can’t buy me love
Olha, eu até queria gravar mais, mas a memória e a bateria da câmera não me permitiram.
tags: coachella, coachella 2009, festival, franz ferdinand, jeep, los campesinos, m. ward, morrissey, musica, paul mccartney, the courtenners, video













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