5. 06.

Uma pena, mas foi a decepção do festival. Eu querendo pacas assistir os caras acabei encontrando uma banda tocando em cruise control. Valeu pelo fator histórico, mas foi datado q só.

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5. 06.

Tudo quanto é canto q eu lia dizia q o show era péssimo, q inventavam demais deixando tudo um tédio só.  Nessa onda acabei indo sem esperar muita coisa e acabei vendo o oposto.  Ok q o som soa cru perto do q é o album, mas as músicas estao lá e eles fazem bonito, agora tb vamos combinar q com Time To Pretend, Electric Field e Kids qq show entraria nos Top 3 do festival.

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5. 06.

Bom pra caceta, ainda mais num finalzinho de tarde.  Meteram todo mundo pra dançar e sei lá, vê os dois videos aí debaixo e da próxima vez q rolar um show compre o ingresso, eu vou tá lá.


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5. 06.

By far o melhor show do festival.  Jesus como a banda é boa! Ok q sou tiete e portanto tava na muvucada lá da frente onde fica fácil de se empolgar, mas quando ao som the All My Friends a platéia além de cantar e dançar se abraça emocionada, é aí q vc se toca, ajoelha e chora.

O video aí debaixo só deu pra gravar mesmo pq foi a parte mais calma do show.

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1. 06.

primeiro vc fica sabendo q o line-up é excepcional,
depois vc dá como certa sua ida,
por desculpas esfarrapadas vc resolve comprar o ingresso depois,
um e-mail chega avisando q os ingressos esgotaram,
vc promete q isso nunca mais vai acontecer fingindo q esquece,
uma semana antes só se fala no festival e vc muda a estacao do radio contrariado,
dois dias antes do festival seu amigo avisa q arranjou ingresso te oferecendo carona.

vc diz q vai e compra.

marcam a saida pras 20h e saem as 23h
com trinta milhas dirigidas e outras 100 por vir a van lotada de coisas quebra de modo irreparável,
pensamentos de q não era pra ser vem a sua cabeça,
às 4h vc está de volta à sua casa acompanhado tanto da van quanto de um caminhao guincho
às 11h vc está empurrando no braço a van pra sua garagem
às 12h vc está pegando uma barraca emprestada
às 12:30 vc está de volta à estrada com o próprio carro
às 15h vc chega ao festival.

saco de dormir,
sol te acordando às 9 da manha
banheiro imundo,
junk-food na veia,
poeira,

um line-up excepcional

três dias depois vc se da conta:  
foi dificil, 

mas foi do caralho.

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22. 05.

Deixei minha constante de lado e fui ali na esquina via flash-forward analisar o Lost após seu finale.
Ao ver q mais da metade das perguntas não foram respondidas e q a única fonte de novas informações é o público mastigando teorias, eu me pergunto até q ponto o último episódio cumpriu seu papel.

O que esperar de um seriado que passou seis anos jogando a batata quente pro público e falando se fode aí no teorema? Você realmente esperava um final igual novela das oito com tudo resolvido e um casamento seguido de batismo? Nem ferrando. Levantar duvidas e jogar pra platéia sempre foi o foco do seriado, se ele respondesse tudo no último capítulo aí sim seria decepcionante.

Ok que estamos acostumados com finais entregues de bandeja: escolhemos o American Idol com um clique, 24 horas duram 24 horas e Big Bang teorizam seus arcos em 30 minutos. Agora, é bom ir se acostumando porque as coisas mudaram daqui pra frente.

Lost cumpriu seu papel. A partir de agora seriado de verdade tem q rodar em vários mundos paralelos, e seus episódios semanais nada mais são do que só um desses mundos.

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9. 04.

Texto vééééélho levemente editado comprovando q algumas coisas nunca mudam.
——

Me mudei, saí do apartamento temporário e agora estou num apartamento de verdade. Agora sempre q entro nele me sinto na idade média, tempo onde as pessoas viviam em situações precárias.

Minha casa não tem cadeira, não tem mesa, não tem sofá e não tem telefone.
Minha casa não tem computador, não tem internet e não tem televisao.
Minha casa não tem videogame, não tem dvd e também não tem som.
Mas minha casa tem um banheiro e tem uma banheira entupida.
Mas minha casa não tem desentupidor.

Jogo bafo todo dia com o ralo, ele é muito melhor q eu

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8. 04.

Seattle como toda cidade grande dos EUA tem imigrantes a dar com o pau. É chinês, japonês, tailandês, francês, paquistanês, indianês, mexicanês, e assim vai. Eu nem posso falar mal de nenhum, afinal, sou um deles.
Junta esse salada toda de idiomas tentando arranhar um inglês e chega-se a conclusão da quantidade de sotaques que passam pelos meus ouvidos.
O problema maior acontece quando eu que não entendo e não falo 100% resolvo conversar com alguém na mesma situação. Abaixo segue um diálogo q tenta descrever as dificuldades que estou passando
 
Pedido de pizza pelo telefone: — ajuda considerável do Calomeni
 
- Shamsham pizza shamshamshamshamshamshamsham.
- I would like to order a pizza please.
- shamshamsham?
- hmmmm 206-555-6561
- shamshamsham shamshamsham avenue, apartment shamshamsham shamshamshamsham shamshamshamsham
- …. Yes
- shamshamshamshamshamshamshamsham
- A medium pepperoni
- shamshamshamshamshamshamsham?
- Could you repeat a little bit slower please?
- sham…sham…shamshamshamshamsham?
- I still don't get it, but… Yes please
- sham…sham…shamshamshamshamsham?
- Excuse me, but are you asking the same question?
- Yes
- Ohhh, Yes please.
- Ok. shamshamshamshamsham?
- …. Pepsi?
- Ok, shamshamshamshamshamshamshamshamshamsham
- Is it the total?
- Yes
- And how much is it?
- shamshamshamshamshamshamshamshamshamsham
- …. Okay, and another question, in how much time the pizza will be here?
- About shamshamshamshamsham to shamshamshamsham minutes
- ….Okay…. thanks
 
—-
Esse texto foi feito em novembro 2006, e até onde eu me lembro, eu estava com fome.
By the way, hoje em dia eu peço pizza sem o menor problema… online.

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8. 04.

Fica aqui o aviso q de vez em quando surgirão uns textos antigos por aqui, sabe como é, ando meio nostálgico, quero dar uma valorizada no q aconteceu e já q eu nunca sento o rabo pra escrever nada além dos básicos 140, pelo menos isso gera um movimento.
 
De resto os textos talvez sofram mudanças sem o menor critério.
Se hoje em dia todo mundo já atravessa o remix sem o menor consentimento, por que cargas d'agua eu seria obrigado a manter meu próprio texto?

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5. 04.

Ser importante dá trabalho demais, primeiro dá trabalho pra virar importante, depois dá mais trabalho pra se manter importante, no fim vc acabar se adaptando, se achando pouco importante e com isso lá vai vc tentando alcançar o inalcançavel.

Ser um ignorante como muitas pessoas sabem seria o ideal. Ignorar o problema nao por opção, mas por nao saber q ele existe é uma dádiva divina q obviamente os imbecis nao reconhecem.

Portanto, se eu não tive a sorte de nascer ignorante, e me tornar importante é não só trabalhoso como utópico, o melhor é mesmo aceitar o fato e me tornar um ninguém.

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rugas e pés de galinha

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